HISTÓRICO DO NÚCLEO GAÚCHO DO CAVALO ÁRABE
Texto baseado em depoimento do associado
Paulo Pacheco Prates Filho
Em 1974, a ABCCA criava nos Estados mais importantes, as suas regionais, representações estas que seriam dirigidas por vice-presidentes eleitos para tal, juntamente com a diretoria daquela entidade e para o mesmo exercício.
Em 1975, para a então Regional Sul (Rio Grande do Sul e Sta. Catarina), foi eleito o companheiro PAULO PACHECO PRATES FILHO, reeleito para os biênios que se seguiram até 1981. Neste período, como mais importante, conseguimos espaço, no Parque Assis Brasil – Esteio, para a construção da nossa sede e aí levantamos uma pequena cabana pré-fabricada com 18 m2 (1976), mesma data em que foi plantado pinheiro que identifica e decora a frente da sede atual.
Na EXPOINTER-78, o NGCA efetuou o primeiro Leilão do Cavalo Árabe acontecido no RGS e que inovou por ter sido à noite pois, à época, os leilões eram só de dia. Acredite, os cavalos árabe e o ponei só possuíam espaço para serem vendidos durante os leilões de bovinos. O sucesso e a lotação foram tão grandes que estabeleceu-se, desde aí, a moda dos leilões noturnos em todas as raças. Graças ao sucesso e divulgação que a raça foi adquirindo, aumentamos a quantidade de baias destinadas ao Árabe de 2 para 7 e, após, de 7 para 25.
Após um ano de muita luta e trabalho junto à Secretaria da Agricultura, logramos registrar um Regulamento específico para o Árabe no RGS, principalmente em Esteio, pois antes era obrigatório seguir o da Raça Crioula que, dentre outros problemas para nós, somente admitia animais acima de três anos e montados . Lembramos que eqüinos em Esteio eram só Crioulos, Árabes e Pôneis, não existindo participação de outras raças, o que veio a acontecer somente a partir de 1980, pela ordem, com Quarto de Milha, Apaloosa, Mangalarga, Morgan e Lusitano.
Assim, no ano de 1976, criamos a categoria JUNIOR - Machos e Fêmeas - inédita no Brasil para qualquer raça eqüina, providência esta que veio a ser adotada, inclusive, para todas as exposições da ABCCA, além de ser copiada por todas as outras raças que vieram.
De 1981 em diante, os sócios da ABCCA pertencentes a cada regional escolheriam, por voto direto o seu presidente. Mais uma vez, graças ao trabalho desenvolvido em benefício da raça em nosso Estado, o associado PAULO foi eleito para os biênios 1981/83 e 1983/85, período que houve a ampliação do terreno e a construção da nossa sede atual (1982). Em mais uma atitude empreendedora, a então Regional Sul da ABCCA liderou a criação do “Clube do Cavalo”, entidade que congregou as demais raças eqüinas para viabilizar a construção do pavilhão Eqüinos II (1984), onde hoje temos nossas baias, permitindo aumentar nossa representação (de 25 para 86 baias).
Ainda, com nosso trabalho junto às associações de bovinos, ovinos e suínos, obtivemos colaboração destas para pressionar a Secretaria da Agricultura a fim de que concedesse ao Árabe, a exemplo do Crioulo, uma pista e horário, na EXPOINTER, para efetuarmos provas funcionais ( não existia pista de provas no parque, somente a pista de julgamento de eqüinos onde era feito o Freio de Ouro ). Conseguido isto, nos foi possível efetuarmos, em 1985, a primeira prova funcional da Raça Árabe, mantendo e ampliando assim e, até hoje, nosso espaço.
A partir de Maio/86, por indicação dos associados, o nosso parceiro PAULOO cumpre um mandato “tampão” até Março/87, substituindo o presidente Guilherme M. Echenique que solicitou demissão do cargo. Para variar, o mandato tampou durou, por insistência dos associados, até a Expointer – 88.
Neste período o presidente conseguiu aumentar nossas baias de 86 para 101, criar e efetivar a primeira “Exposição Sul Brasileira” (mai/88) que permaneceu no RGS também em 89 e 90, sendo então absorvida pela ABCCA e transformada em itinerante, situação que prevalece até hoje.
Foi por ocasião da EXPOINTER-87 que a Raça Árabe fez seu primeiro Leilão de Elite no RGS, com sucesso fantástico e a presença de criadores do Estado, São Paulo, Rio, Santa Catarina, Paraná, Argentina e Uruguai, além de criadores de outras raças e espécies. As médias “à vista” foram altíssimas, com o preço também recorde de US$ 45.000,00, que somente foi superado por outra raça, em 1999, vendendo em 30 parcelas, sem juros.
Em outubro de 1988, conforme anteriormente combinado, foi eleito o Presidente Cláudio S. Schumacher que, em junho/89, abandonou o cargo e retirou-se do grupo.
Com a nova política da ABCCA em extinguir as regionais e criar apenas núcleos, foi fundado, em 20 de setembro de 1989, o Núcleo Gaúcho do Cavalo Árabe, que substituiu a Regional Sul e por estatuto, permitiu a eleição de uma diretoria e não só de uma pessoa para dirigí-lo, assim mantendo-se até esta data. Na ocasião foi eleito para presidir a nova entidade até 1991 o criador Delmar J. Jarros e mais três integrantes de diretoria.
No biênio 91/93, novamente por ausência de candidatos e buscando preservar nossas conquistas, o sempre presente PAULO PACHECO PRATES FILHO, assume, mais uma vez, a presidência do NGCA, no que fui auxiliado por mais três criadores. Seguiram-se após, as gestões de Geraldo Pergher, que deveria permanecer até 1995 mas demitiu-se em jun/94 e Flavio M. Monteiro, que completou aquele mandato até 1995 e foi reeleito para 95/97.
Em 1996, foi criado o nome, as provas, o regulamento e as planilhas do “Super-Rédeas”, nosso campeonato funcional, organizando também suas duas edições.
Voltando à Presidência, no período de 1998 até 2002, o parceiro PAULO continua na presidência, respondendo pelos desafios que a cada dia, a cada exposição surgiram. Melhorias indispensáveis na sede (construção de muros laterais, churrasqueira, banheiros, reformas na rede elétrica e hidráulica foram realizadas), construção dos atuais obstáculos das pistas de provas, pagamento das dívidas pendentes, aumento de baias (125); estruturação de um cadastro de sócios e simpatizantes, entre outras melhorias ocorreram.
Afastando-se da presidência do NGCA, o parceiro PAULO foi substituído em um período pelas Fabiane e Fernanda que continuaram ao empreendedorismo que marcava as administrações.
O associado LUIZ CARLOS MOREIRA, assume a presidência no período do 2003 à 2006, procurando manter as conquistas da raça junto ao Parque e conduzindo a presidência dentro de novas limitações de disponibilidade financeira e engajamento de associados.
Em 2006, CARLOS VICENTE B GONÇALVES, atendendo a um pedido dos associados, por aclamação, assume a presidência do Núcleo. Até a presente data, tem procurado marcar a sua administração pelo retorno dos associados e simpatizantes a um efetivo quadro social, fortalecer a participação dos sócios nas decisões que envolvam o NGCA, criação de um site para que os associados possam ser informados dos assuntos que interessam à raça, assim como os simpatizantes e interessados na salutar convivência com proprietários e esportistas da raça do Cavalo Árabe.